
O sol descia lentamente naquela linda planície... silêncio... interrompido apenas pelo cantos dos pássaros-pretos... ele se virou para entender melhor quando ela disse que preferia não saber onde estavam as decisões perdidas nem qual é o melhor pistache ou sobre "freud's and jung's theories", que preferia nunca ter ouvido que houve uma explosão ao iniciar o mundo, que preferiria esquecer o que disse Niestzsche, Pitágoras, Platão... Marx ou Aristóteles... - era um livro, apenas um livro, e há muitos anos ela pegou ao acaso para olhar e preferiria não ter pego e não ter lido, uma vez quê, preferiria não se lembrar - e também não saber o que vai nas capas dos jornais e no recheio dos bolos e daqueles deliciosos pães. depois, bem depois, chorando ela gostaria de dizer, apenas e tão somente, que acompanhava cada movimento do vento no quintal e mesmo o quintal era um mundo muito grande para ela. por menor que seja o tamanho de quem morre, é a morte inteira que vem buscar. e a morte no mistério do nada e do tudo torna as coisas todas particularmente imensas e universalmente minúsculas, como nós.
Mas... ele não queria entender, queria analisar... queria apenas saber e falar...
Ainda chorando... ela virou-se... preferiu o nascer de mais um passarinho. Abandonou-o na varanda... ele sempre se perdia.
Poderia ter sido um lindo dia...