sábado, 29 de junho de 2013

Pingos...

A chama da vela cintila, o pequeno fogo ilumina o cristal da taça em sua mão fazendo um lindo colorido nas brancas cortinas…ousando  hipnotizar…. O doce barulho da chuva na vidraça viola o silêncio  fazendo desviar o olhar e o pensamento das lembranças, das deliciosas imagens gravadas na retina, na alma, no coração. Da inocente e pura ignorância em, um dia, planejar o futuro. 
Observa os pingos da fria chuva salpicando a janela, fazendo um quadro de ilusão, enquanto suas lágrimas se desfazem, tímidas, caladas, escondidas… Um raio, um clarão…. por um segundo você se sente ainda mais só, a solidão dói. Inconsciente você faz uma prece, suplica amor em troca de sorriso, por mais insano que possa parecer.

Outro clarão ainda mais forte faz estremecer seu corpo, dilacerando a alma… e tudo é tão pequeno, tão pouco, comparado a imensa dor que você esconde atrás de um sorriso discretamente doce em um rosto de desafinada esperança. 

domingo, 16 de junho de 2013

Apenas assim...


Fiquemos assim, apenas assim, sem pensar, sem analisar, sem poetizar… apenas sua mão pousada na minha até o querer ou não mais querer…. fiquemos assim.

domingo, 28 de abril de 2013

O que será...


Amanhã, o que será, não sei…
Depois de tantas loucuras, tantas fugas
tempestades e tragédias…
o que será, será…
que venha para ficar, para somar
que não seja apenas brisa, mas um furacão
que não seja, jamais, um erro, seja paixão
e se acaso não ficar
que seja linda recordação.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

E aí....


E um dia...
só para te embaraçar
vou ter audácia
te pegar desprevenido
roubar-te um ardente beijo
te deixar sem ar
e ver no que vai dar...





sábado, 2 de fevereiro de 2013

Fases....


Veja, na mesa do meu escritório, bem a esquerda da sala... Observe... há uma pequena escultura, uma entre muitas que idealizei... contudo, antes, foi apenas argila... e.. antes, bem antes de tudo, já foi terra vulgar a beira de um rio. Um minúsculo pedaço qualquer em algum lugar no mundo.
Observe, há uma pequena escultura em espelho nas páginas imaginárias de nossa história, agora, quando entre meus dedos, essa folha, ainda é semente.

Nem tudo é inacabado, às vezes se molda,
Nem tudo é imediato... existem ciclos.